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20/10/2006 19:02


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this is the end, like a rolling stones.....

enviada por suze



16/09/2006 16:47


O PARTO

O filho nasceria em dezembro. Antônio ainda estava meio zonzo, afinal fora pego de surpresa. Nem dois meses de um namorico, uma gravidez nada desejada bateu à porta. É claro, o velho “golpe da barriga”. E o que ele faria com Beatriz e Silvia? As duas completavam aquela lacuna do amor que Antônio tanto carecia. Beatriz era contida , tímida, singela. Silvia era emoção sempre ,tímida também, uma linda mulher mignon e não menos encantadora.Cada uma com suas diferenças, mas ele amava as duas.

A mãe da criança? Era tudo o que Antônio não queria como mulher, muito menos como mãe de um filho seu. Mas pelo rebento, ele resolveu investir na relação com a mãe do bebê. Um compromisso forjado, uma relação hermética, pasteurizada no trabalho e nos encontros familiares.Antonio casou e foi o último a saber do acontecido.As brigas do casal viraram out-door, verdadeiras obras-primas do desamor entre duas pessoas e eram relatadas com requintes de ironia pelos amigos dele.

Beatriz resolveu aquietar-se, esperar o tempo agir, aplaudir do camarote toda essa história. Arrumou um namorado e, pouco tempo depois, Bia foi morar com ele. Silvia foi à luta. Para ela, o amor tinha uma importância imensa na sua vida. Silvia atou e desatou o namoro com Antônio, mesmo ele estando com a mãe do bebê. Ela amargou decepções. Antônio a buscava, sempre a desejava e até reatou o relacionamento, mas seu egoísmo era maior que seus 1,76 m de altura. Canalhices à parte, Antônio sentia a cruel ausência de Silvia.

Abominava viver sem o cheiro de Silvia,sem a pele,sem os fluidos daquela mulher. Mas Silvia sonhava com a ternura de mãos se encontrando e, apesar de amá-lo, embarcou para Portugal quando setembro chegou.

Um choro de criança estampou na noite fria do dia 22 de dezembro. Era André, o filho de Antônio que acabava de dizer um “oi” ao mundo. André pesava quase 7 quilos, chegou com saúde. Antônio chorou de felicidade como há muito não fazia. André seria uma benção em sua vida já tão achatada por viver com quem não amava. Antônio havia voltado a sonhar.

Três meses depois, um telefonema o acorda. Do outro lado da linha alguém muito próximo o comunica: o DNA foi negativo. André não era seu filho.




enviada por suze



09/09/2006 17:25

para o "pai"

alguém que amo pede-me pra ponderar. mas como ponderar diante de mãos que me excluem? como ponderar diante da mágoa causada? como ponderar diante de traições? ainda sou ferida aberta, ainda impossível cicatrizar.há silêncios pela casa. teus espaços vazios espalham-se pela cama.ainda tantos pormenores de emoção que não correm pelas suas veias.que pena !!! pena pela falta de amor, pelo degredo, pelo abandono.

ele: acho q vc não ganha nada com seu radicalismo. pondera as coisas, Su!!
ela:vc já resolveu td por nós dois
ele: nunca disse isso

são quatro da manhã, o sono fugiu e um novo dia acorda brilhante. enxugo as lágrimas e "invento" um dia maravilhoso. eis a única forma de ficar de pé: meio morta, meio viva.

enviada por suze



15/08/2006 18:35

mapa astral

minha flor é lótus, minhas pedras são ametista e quartzo rosa, meu signo é aquário, sou regida pelo ar, respiro intelecto; meu planeta é urano, minha cor é azul, no sincretismo religioso soube que sou filha de Iansã ( a senhora do vento, a deusa guerreira, alegre e que sabe amar ); na mitologia grega sou filha de Afrodite ( a deusa do amor ); sou devota fiel de Santa Edwirges, de São Cosme e São Damião e trago no peito uma fé infinita no trabalho,na crença no amor, na lealdade dos amigos e na vida, enfim, sou do bem.

apesar de todas as características mitológicas, astrais, religiosas e humanas, confesso que o ano de 2006 começou pra mim no dia 16 de dezembro de 2005 e terminou dolorosamente no dia 4 de agosto de 2006.

o universo não conspira a favor....morro por abandono.


enviada por suze



06/08/2006 20:40

MONÓLOGO

ela: você casou e não sabe!!! sou oito ou oitenta, lembra? melhor cada um seguir seu destino. a gente aproveita e apaga tudo o que o foi vivido e sentido. sem direito a lembrança, sem direito a saudade, numa amnésia permanente, definitiva.

ele ouve tudo em silêncio.
ela apaga a luz do abajour.....


enviada por suze






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